sábado, 13 de dezembro de 2014

Altos salários no futebol nacional fazem sentido?

Crédito: Master isolated images
A resposta à pergunta acima depende da resposta a outra pergunta: como está, nas entranhas, a situação financeira dos clubes? 

Tudo bem que, finalizados os jogos do ano no Brasil, o momento é mesmo de efervescência no chamado mercado da bola. Profissionais de partida dos clubes e até do Brasil, novos profissionais chegando, o mundo gira e a bola também. Mas os movimentos dos clubes para montarem equipes fortes não deveriam prescindir da responsabilidade financeira.


Em finanças, não existe mágica, e isso não seria diferente para as finanças dos clubes de futebol. Uma despesa elevada somente faz sentido quando efetivamente associada a uma receita robusta e que assegure a saúde financeira das organizações. Sejam essas empresariais ou não; mesmo as organizações não empresariais deveriam gerar algum superavit, por questão de segurança.

Ao mesmo tempo, as evidências indicam que os clubes nacionais não estão em boa situação, sendo que vários deles sequer pagam em dia salários e premiações. Nesse contexto, altos salários para os técnicos e jogadores, sem a certeza ou ao menos a forte possibilidade de contrapartida na receita, agregam substancial risco à sustentabilidade econômica dos clubes, especialmente àqueles com as finanças combalidas.

Em seu blog no site Globo Esporte, José Eduardo aborda os gastos elevados dos clubes com talentos e, em nossa opinião, ele tem razão ao questionar os elevados salários e sua falta de lastro na realidade dos clubes. Veja aqui

Finalizamos recomendando a leitura dos seguintes posts aqui publicados:

Finanças dos clubes sob risco

Bayern de Munique quita estádio com 16 anos de antecedência

Bola Pensante

Nenhum comentário:

Postar um comentário